Das duas as cinco da manhã, ela ficara escrevendo. Depois de semanas sem nenhuma produção, aquela madrugada fora como uma luz em sua mente. Palavras, frases, parágrafos, textos e finalmente uma história. Ela mal podia acreditar... Era como se seus dedos tivessem vida própria, como se eles soubessem que história ela precisava contar.
A xícara de café estava pousada no canto enquanto ela relia o que acabara de escrever. Seus olhos brilhavam como quando lia um romance pela primeira vez. Nunca tivera aquela sensação de que estava escrevendo a coisa certa. Parecia que ali ela tinha a história da sua vida, aquela que ela conquistaria milhões de leitores e poderia ganhar um bom dinheiro. Entretanto, não era aquilo que queria... ela não escrevia para vender. Ela escrevia para ela mesma, como um modo de se salvar, de eternizar. Aquilo, que até parecia uma obra, tinha sido feito para ela e talvez para meia dúzia de amigos que gostavam do seu trabalho.
Com um ultimo sorriso, ela salvou o arquivo. Se sentia completa mais uma vez.
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